Filhos!
Tenho um filho de 12 anos e sinceramente fico preocupado com as coisas que observo, o sedentarismo só aumenta, e apesar dos esforços de tentar fazer das brincadeiras um momento de atividade física, confesso que também nem sempre tenho disposição para fazer tudo que gostaria, neste momento vejo que não adianta ensinar brincadeiras da minha infância coisas de quem tem mais de 30, pois ele não vai ter com quem brincar, esconde-esconde, pega-pega, tampcross, pião, io-io, carrinho de rolimã, tudo isso é démodé, não querem nem saber destas coisas.

Fico vendo meu filho entrar em um abismo de internet, e redes sociais sem contato pessoal, certo dia na praia nos obrigamos eu e meu primo a brincar de taco, com meu filho e um amigo, foi divertido demais, mas voltamos da praia e nada mais foi feito neste sentido, não vejo motivação, tento controlar a internet, mas não adianta coibir, se quero que meu filho tenha vida social, tenho que deixar que ele participe de momentos e liberdades que outros meninos e meninas da mesma idade desfrutam. Fico triste, pois sei o quanto eu era feliz, até mesmo nos momentos de aflição quando ficava na parede quando brincávamos de cela. Lembro que as turminhas de 10 crianças eram comuns, e quando estávamos sozinhos imperava a criatividade, um grande benefícios que hoje não se tem, criar seus próprios brinquedos.
Os brinquedos de hoje são baratos acessíveis e ridículos com alta tecnologia, quando eu era criança, não tínhamos muitas opções, Comandos em Ação, e Falcon eram pra poucos, Lego, carrinhos de ferro e Playmobil, nossa, estes mal lembro de ter visto em algumas casas, raríssimas vezes. Por este motivo tínhamos que inventar nossos próprios brinquedos e brincadeiras, aguçando a criatividade e nos movendo de um modo muito mais saudável. Quando surgiram os videogames lembro que joguei em uma caixa com dois botões e cada um jogava em um, um jogo de uma bolinha que tinha que entrar em um gol, na verdade era tudo palito, que hoje já vi cartões de visita com mais tecnologia, e nem por isso deixávamos de compartilhar. Veio sim a febre dos videogames com a chegada dos Atari, NSX, etc. Mas eram poucas as horas e muitos amigos pra compartilhar, era mais legal estarmos todos na mesma sala.
Quanto à criatividade levava muito mais tempo fazendo um carro de rolimã do que andando, era muito mais divertido inventar e caprichar nas coisas que fazíamos. Carrinhos de lata, este sim, puxa nos divertíamos com uma lata cheia de areia com um saco de leite colado e puxávamos com uma corda era incrível como ficávamos feliz com o barulho que fazia. Outro era um pedaço de plástico preso na bicicleta que fazia um barulho quando giravam passando pelos raios da roda.
Estilingue, bodoques, estes eram proibidos pelos pais , mas todo mundo fazia, e as coleções hoje não vejo mais aquela correria para conseguir tampinhas para trocar por ioiôs ou embalagens de chocolate para trocar por carrinhos ou até uma cidade.
Vejo que até os fabricantes não tem mais tanto interesse na garotada, hoje se consegue o mesmo objetivo colocando um banner em um game em flash gratuito, tanto no celular quanto em redes sociais.
Espero que existam muitos pais como eu que inconformados tentem, com muita paciência que hoje em dia devido ao trabalho e cobranças é escassa, assim como o tempo, ainda matem aquele leão da comodidade e continuem estimulando seus filhos a brincarem de forma mais saudável.
Um abraço a todos!
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